Dar “pérolas a porcos”
Will one of the nation’s greatest musicians be noticed in a D.C. Metro stop during rush hour? Violinist Joshua Bell experimented for Gene Weingarten’s Sunday Magazine story in The Washington Post. www.washingtonpost.com
Video by John W. Poole
Dá que pensar… Quando o luxo vem sem etiqueta…
O tipo desce na estação de metro vestindo jeans, t-shirt e boné,encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora rush matinal.
Durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos transeuntes, ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais
de 3 milhões de dólares.
Alguns dias antes Bell tinha tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a ‘bagatela’ de 1000 dólares.
A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar rápido, copo de café na mão, telemóvel ao ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor,
contexto e arte.
Conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto.
Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefacto de luxo sem etiqueta de glamour.
(recebi este texto por email, os direitos de autor são reservados a quem o escreveu. Dele, faço minhas, as palavras!)
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